18 Abril, 2007

Sobre mudança de endereços

Atualizai-vos, meus caros. Este blog tem um novo endereço:
http://naopensoporemexisto.wordpress.com/

Espero vocês lá.

E se algum de vocês é ou pretende ser um blogueiro, sugiro que faça lá no wordpress. Eles oferecem muito mais opções que o blogger.

Até mais.

17 Abril, 2007

Acaso pedi tua opinião? - III

Já faz um tempo que assisti 300, porém não tive tempo para escrever aqui. O motivo, como de costume, não vos interessam. Deixando as (in)explicações de lado, vamos ao filme. Eu poderia começar dizendo que ele é fantástico, lindo, incrível, visceral, sanguinolento (sim, isso é um elogio), fiel à obra original, etc e etc, mas estes não seriam adjetivos à altura do filme. O único adjetivo cabível aqui é phodda. Com ph e dois d. Dizer apenas isso basta. Vá correndo assistir se ainda não o fez.

Mas hoje estou de bom humor e pretendo fazer uma resenha mais elaborada. Irei até falar sobre os defeitos deste filme perfeito, como é normal para aqueles detestáveis críticos de cinema. Então comecemos.

Se você nunca viu a HQ de Frank Miller, sugiro que o faça antes de assistir o filme. Todas as cenas, cores, frases, tudo vêm de lá. E é incrível ver como todas as cenas ficaram belíssimas na tela, como se, por mágica, os quadrinhos criassem vida. Tudo com uma violência, uma crueza necessária para a história lá contada.

É, meu amigo. Não espere uma linda historinha sobre honra e dever. Cenas de sexo, corpos, nus, mutilações, decapitações, sangue jorrando, tudo ali é para gerar impacto. E ainda assim, tudo é de tal maneira estilizado que o resultado apenas enriquece a trama. Como disse antes, perfeito. Ou melhor, phodda.

E aqui encerro esta... sim, os defeitos. Já ia me esquecendo. Pois bem, o primeiro “defeito” é a ampliação da história original. Refiro-me às cenas com a rainha de esparta. A história dela só está ali para agradar um público maior. Velhos vícios de roliúdi não cessam, infelizmente. Mas pelo menos dessa vez fizeram algo aceitável e pelo que eu li, era necessário para ampliar o tempo de filme.

Outro ponto era o número de deformados no exército persa. Aquilo sim foi um defeito, e irritante. Cheguei a me lembrar dos stroggs de Quake. Para quê? Por quê? Havia alguma epidemia de lepra na Pérsia, durante o reinado de Xerxes? Segundo Zack Snyder (diretor), aquilo tudo era para garantir a surrealidade da história. Sinceramente, uma história de 300 homens segurando um exército de alguns milhares, já me é surreal demais. Não precisa colocar uns monstrengos para saber que tudo ali é fantasia. Mas tudo bem, o defeito passa. O filme é bom demais para ser estragado por um detalhezinho deste.

Falando em Zack Snyder, soube que ele vai dirigir Watchmen. Depois de assistir 300, tenho certeza que ele não vai fazer uma cagada conforme fizeram com V de Vingança. Ele é um fã da obra, um pré-requisito básico para quem vai dirigir tal filme. Vamos aguardar então.

E assistam o filme.

02 Abril, 2007

Sobre a pimenta nos olhos dos outros

É impressão minha ou está surgindo um novo filão de entretenimento na famigerada TV brasileira? Pois é, eu estava um sábado destes varrendo os canais atrás de algo útil e percebi que a programação está se voltando para um novo tipo de “reality show”: o de relacionamentos.

É só prestar atenção: cada vez mais surgem programas onde mulheres e homens desesperados procuram por um par ideal. Todos seguem, mais ou menos, o mesmo padrão: fazer com que estes desconhecidos se aventurem em paquerar para todo o Brasil ver. O pior de tudo? É até divertido assistir estes programas.

E porque é divertido? A resposta é bem simples. Todo ser humano fica feliz com a desgraça alheia. Se você ganha mal, só irá se sentir feliz quando achar alguém que ganhe menos que você. Se você está triste, vai se animar ao saber que um conhecido, ou desconhecido, está em depressão. Se você se dá mal com o sexo oposto (ou igual, dependendo da sua opção), vai pular de alegria ao saber que tem outro logo ali que não cata nem vento.

Pois é, todo mundo tem um pouco deste sadismo. Alguns têm muito, inclusive. Não é algo louvável, concordo, mas é uma maneira de saber que não somos os únicos com problemas. Às vezes, rir da desgraça alheia ajuda a tomar fôlego para resolver nossas próprias pequenas desgraças.

Mas cuidado, meu caro. Compare-se sempre aos pequenos e serás sempre um deles. Compare-se sempre a todos, e você não saberá quem é.

19 Março, 2007

Sobre ser adulto

"When I became a man I put away childish things, including the fear of childishness and the desire to be very grown up."

C. S. Lewis

Traduzindo: "Quando eu me tornei homem, deixei de lado as coisas infantis, incluindo o medo da infantilidade e o desejo de ser bem adulto". Essa frase diz tudo o que penso sobre ser adulto. Nem vou correr o risco de estragá-la acrescentando algum pensamento meu.

Só mais um detalhe: retirei essa frase de um ensaio, ou carta, ou sei lá, um texto de C. S. Lewis, intitulado "Três maneiras de se escrever para crianças". Vale muitíssimo a pena ler. Se, após ter lido, você ainda achar contos de fadas algo exclusivamente infantil, lamento dizer que você ainda não deixou a infância.

Ps.: Link novo na blogaiada: Roliudi.

Marcadores:

13 Março, 2007

Sobre coelhos suicidas

Nunca imaginei quão bonitinho e fofinho seria ver um coelho se suicidando. Confiram.

04 Março, 2007

Acaso Pedi Tua Opinião? - II

Alguém aí sabe se se numeram colunas? Bah, não importa. Isso aqui nem chega a ser uma coluna de verdade. Vou numerar só para não me perder. E nesta “edição” vou falar sobre O Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider) que acabou de sair nos cinemas. Sim, eu disse que o próximo filme era 300, mas danem-se, tive um bom motivo para ir assistir. Motivo este que obviamente não vos interessam. Tem também o fato de que nunca sequer vi um quadrinho do Motoqueiro Fantasma, o que de certa forma me desclassificaria para fazer uma resenha mais elaborada. Mas vou falar assim mesmo. Ah, é bom alertar que, no momento que escrevo, estou pensando seriamente em colocar alguns spoilers... ou até mesmo contar o filme inteiro... não sei, mas estejam avisados.

Então... por onde começar? Não, não me diga para começar pelo início, pois eu o perdi. O motivo, mais uma vez, não vos interessam. Bem, comecemos falando do nosso herói então. Johnny Blaze é um dublê que adora macacos... hum, não ficou legal. Vou tentar de novo: Johnny Blaze é um dublê pirado que fez um pacto com o capeta para salvar a vida do seu pai, que mesmo assim morre na cena seguinte. Agora sim, ficou interessante.

Claro que Johnny Blaze fode-se lindamente. Virou propriedade do beiçudo e teve que deixar para trás tudo que lhe era importante. Namorada, amigos... é, só isso. Bem, ele ainda ganhava a maior grana fazendo números de dublê e tinha uma moto bem legal. Não é todo mundo que tem o luxo de foder-se desta maneira.

Aí aparece o Boone de Lost vindo de não sei onde, atrás de não sei o quê. O que, por motivos que também desconheço, irritou profundamente o capeta. E como quem é patrão não suja as mãos, ele manda Johnny Blaze ir lá acabar com eles. É, eles. O Boone chama três capangas que, é óbvio, só irão servir para apanhar do Motoqueiro Fantasma mais para a frente.

Pois bem, o filme resume-se nisto apenas. Sim, os defeitos especiais estão ótimos. O crânio flamejante do Ghost Rider está perfeito e juro que fiquei com vontade de andar numa moto daquelas, deixando um rastro de fogo por onde passasse. As cenas de ação são legais também. Poxa, até o decote da mocinha do filme estava show. Mas ainda assim, faltou algo.

E o que faltou? Não sei se alguém aqui concorda comigo, mas um filme sobre pactos demoníacos e maldições precisa de terror. E de preferência um bom terror psicológico, algo que mostre bem o sofrimento do pobre mortal que fez o contrato com o tinhoso. Pois é, vendo as coisas pela ótica do filme, eu fiquei foi com vontade de encontrar o canho para assinar na linha pontilhada. Certo, a cena lá da prisão, com Johnny desesperado no meio de tantas almas podres, chegou até perto do que eu esperava. Mas é só. O resto só se baseia no visual “cool” do Ghost Rider e sua moto “made in hell”.

Acho que os figurões lá de roliúdi tem um roteiro genérico para seus filmes. Tipo, pegue um romance capenga, junte com cenas de ação impossíveis e legais (mais impossíveis que legais), cole tudo com uma história maluca qualquer e pronto: lá está um “sucesso”. Lamento dizer que O Motoqueiro Fantasma saiu desta fôrma, mas de qualquer maneira, recomendo que assistam. A moto em chamas é muito, mas muito legal.

Agora acho que só volto com esta micro-pseudo-coluna para falar de 300. Ou não. Até lá.